Voltar para Notícias

Elton John brilha no Rock in Rio e emociona fãs com sua história

08 de setembro de 2026
5 min de leitura
Publicidade
Elton John brilha no Rock in Rio e emociona fãs com sua história

Elton John, aos 79 anos, encantou o público no Rock in Rio, trazendo 24 músicas e emoções profundas, reafirmando sua conexão com o Brasil e seus fãs.

Há artistas que fazem shows. Outros carregam a própria história para o palco. Elton John pertence ao segundo grupo. Aos 79 anos, o britânico voltou ao Brasil depois de 11 anos e, em sua terceira passagem pelo Rock in Rio, transformou a noite de segunda-feira, 7 de setembro, em um encontro entre memória, música e gerações.

O figurino não deixava espaço para discrição: paletó amarelo fluorescente, camisa azul-marinho e óculos em sintonia com o visual. No entanto, era impossível não perceber que o espetáculo tinha outro protagonista. Elton, agora o headliner mais velho da história do festival, parecia confortável diante de uma plateia que conhecia cada pausa, cada refrão e cada clássico de sua trajetória.

Foram 24 músicas em duas horas e 15 minutos, com interações econômicas e um repertório que dispensava grandes discursos. Afinal, em determinados momentos, as canções falam melhor que qualquer declaração ensaiada. “Rocket Man”, “Crocodile Rock” e “Your Song” encontraram uma multidão pronta para cantar, enquanto “Cold Heart” fez a ponte entre o passado e uma geração que talvez tenha conhecido Elton pela parceria com Dua Lipa.

Ainda assim, houve espaço para histórias. Antes de “Candle in the Wind”, o cantor lembrou Marilyn Monroe. Já ao falar de “Skyline Pigeon”, recordou a curiosa relação da música com o Brasil e sua popularidade por aqui graças à novela “Carinhoso”, de 1973. Eram intervenções rápidas, porém suficientes para aproximar o artista de um público que conhece sua obra, mas também coleciona memórias particulares com suas músicas.

Um dos momentos mais sinceros da noite surgiu quando Elton falou sobre o carinho dos brasileiros. Ele recordou a frustração com o cancelamento de um show no Rio, em 2020, durante a pandemia, e contou que aceitou o convite para o Rock in Rio também como uma forma de agradecer. Não parecia um discurso protocolar. Pelo contrário, havia ali o reconhecimento de uma relação construída ao longo de décadas.

Gostou da notícia? Compartilhe!

Publicidade