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João Gomes e Nação Zumbi rendem homenagem a Chico Science na Virada do Recife

08 de fevereiro de 2026
6 min de leitura
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João Gomes e Nação Zumbi rendem homenagem a Chico Science na Virada do Recife

João Gomes divide palco com a Nação Zumbi em um show que homenageia Chico Science, reunindo gerações e ritmos que moldaram a identidade cultural de Pernambuco.

João Gomes protagoniza um dos encontros mais simbólicos da música brasileira recente ao dividir o palco com a Nação Zumbi na Virada do Recife. O show acontece neste sábado, 27 de dezembro, nas areias da Praia de Boa Viagem, e promete marcar o público ao reunir gerações, ritmos e trajetórias que ajudaram a moldar a identidade cultural de Pernambuco.

A apresentação especial presta homenagem a Chico Science, líder do movimento manguebeat, que completaria 60 anos em 2026. O encontro surge como um gesto potente de reverência à história, mas também como sinal de continuidade. Enquanto a Nação Zumbi carrega o legado de Chico Science desde os anos 1990, João Gomes representa a nova força popular do estado, com uma carreira que dialoga diretamente com o público jovem e com as raízes nordestinas.

A escolha de João Gomes para dividir o palco com a Nação Zumbi reforça o caráter simbólico do espetáculo. O cantor pernambucano construiu sua trajetória a partir do piseiro e do forró, porém sempre demonstrou interesse em dialogar com outras linguagens musicais. Assim, o encontro ganha ainda mais significado ao unir o som urbano e politizado do manguebeat com a força popular da música atual.

Além disso, o palco da Virada do Recife amplia o impacto da homenagem. O evento, que tradicionalmente reúne milhares de pessoas, se transforma em espaço de celebração da memória cultural e da reinvenção artística. A proposta, portanto, vai além de um simples show especial.

Chico Science permanece como um dos nomes mais influentes da música brasileira, sobretudo por ter projetado o Recife para o cenário nacional e internacional. Sua obra, marcada pela mistura de maracatu, rock, hip hop e crítica social, segue inspirando artistas de diferentes estilos.

Por isso, a homenagem ganha força ao reunir músicos que, embora distantes em linguagem, compartilham a mesma origem e o mesmo compromisso com a identidade local. Ao longo da apresentação, o público deve acompanhar releituras, participações e momentos de celebração coletiva. Dessa forma, o show reafirma que a música pernambucana segue viva, pulsante e capaz de se reinventar sem romper com suas raízes.

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